Bar Jangadeiros
Elias, meu pai (in memorian)
Outra figuraça do velho Janga. Sua filha, Verinha, citados na crônica em que homenageio o garçom Ratinho faz o retrato falado, sob forma de homenagem poética a seu inesquecível "Salim".
Sandy.
Elias, meu pai (in memorian)
Dia 26 de setembro dia de teu aniversário
Tu es muito mais do que a estranha lembrança
Em que o tempo, os anos te distanciam
Tua imagem se torna pálida
Como um jogo de quebra cabeças
Elementos de dor, fuga, refúgios
Perpetuastes heróis de gibi
Nas esquinas, nas fotografias continuas
Á observar-me
Ora te vejo nos últimos momentos
Delirium Tremens no Bar Jangadeiros em Ipanema
Delirium Tremens: Forma de perturbação mental passível de ocorrer em alcoólatras e em viciados em ópio, e caracterizada por tremores, suores, dor precordial, agitação e alucinações terrificantes.
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Ipanema o Bar Jangadeiros e Ratinho
Ratinho foi o eterno domador de gatas bravas! No texto em que conto a história da gata Genoveva, cujo instinto materno fez história em Ipanema, colocando muito cachorro graúdo, literalmente, para correr, cito o garçom Ratinho, o mais carioca de todos os portugueses de que tenho e tive conhecimento.
Manuel de Almeida, vulgo Ratinho, em virtude de sua estatura liliputiana e de sua agilidade entre salões lotados com ambas as mãos ocupadas com bandejas lotadas de copos e travessas de comida era um coroa divertidíssimo.
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O Pier de Ipanema e o bar Jangadeiro
Quando recebi o convite do Marco Coyote para falar a respeito do Jangadeiro no Site do Píer de Ipanema, achei que a tarefa seria simples. Ledo engano!
Tanto o Píer, quanto o Janga não eram apenas instituições com endereço e topografia característicos de um bairro em que quase todos, pelo menos de vista, se conheciam. O Píer e o Jangadeiro iam e foram muito além da mera significação de lugares geográficos,
eram um estado de espírito,
uma filosofia de vida que, pela proximidade, proporcionaram várias interseções de fatos e acontecimentos.
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Ipanema o Bar Jangadeiros e a Gata Mascote do Pier
Depois de se falar em Leila Diniz, dá a impressão de que o assunto gatas e felinas se esgotou, diante da beleza memorável da pantera Leila.
Se existiram dois lugares em que o número de felinas por metro quadrado tinha concentração demográfica parecida com um Maracanã da década de 70, em dia de decisão de um Fla X Flu, fazendo-se aí um desconto dos acotovelamentos e do odor advindos de uma região acima dos cotovelos, as axilas, podemos dizer que eram Píer e Janga. Não necessariamente nesta ordem.
Ipanema o Bar Jangadeiros e as Gatas
Ao falarmos em pantera, pode ser que nos venha à mente a figura de mulheres bonitas da alta sociedade, como era de hábito Ibrahim Sued usar em suas metáforas.
No meu caso particular, cada vez que falo em pantera, me vem à mente a imagem mais do que felina de Leila Diniz, inesquecível com sua beleza rara e cativante. Ainda criança, sem saber ao certo o que era sensualidade, eu vislumbrava naquela nereida formosa, de contornos perfeitos o que, mais tarde, viria a aprender como sendo feminilidade.