Menestrel

Poetas, poetisas, prosas, prosopopéias, poemas e afins.

Barco do tempo

Tem sonhos que a gente quer
Que quanto mais se busca mais foge

Vai se derramando uma chuva ao longe
A gente pensa que está tudo nascendo
Mas é só do esforço de seguir vivendo

Aí vem uma luz que brilha dentro e corre
Aí vem uma voz que chama dentro e morre

De tudo que a gente quer
A gente mais quer quando sente
Que tudo do mundo está dentro da gente
Olhamos para as cores e vemos que tudo é lindo!
É só da vontade de seguir sorrindo

Aí vem uma luz que chama dentro e cresce
Aí vem uma voz que acalanta e aquece
O sonnho de amar que faz seguir amando

Moreninha

Quer ir pras ilhas Malvinas
Gritar que elas são argentinas?

Ou você prefere um carnaval de confetes
E serpentinas?

Ou quem sabe dois tabletes
De chiclétes?

Quer se transformar na Princesa Narda
E ir embora pra Pasárgada?

Ou você prefere ser Nyoka,
Heroina de Histórias em quadrinhos
E ir pra África
Viver uma aventura na selva?

Poderias voar pelos caminhos
( Me Tarzan, You Jane)
Se balançando pendurada em cipós.

Subir a nado as cachoeiras da Foz.

Ou singrar os mares no trem azul da música do mundo.

A Eternidade é feita de milésimos de segundos.

Nada Vai Apagar Meu Sorriso

Podem Ameaçar Com As Bombas E Morteiros
Da Marinha Americana
Podem Roubar Meu Dinheiro
E Chamar Os Hômes Pra Me Levar Em Cana,

Nem Que As Vacas Tussam E As Porcas Torçam Seus Rabos
Nem Que Eu Seja Atacado Por Mil Cachorros Brabos
Mesmo Que Me Acusem De Tudo Que É Heresia
E Arranquem Meu Dente De Ciso
Sem Anestesia
Nada Vai Apagar Meu Sorriso

Podem Ameaçar Com O Armagedon
E As Trombetas Do Juízo Final
Podem Pintar O Mar De Marron
E Botar Dez Mil Crianças Assaltando No Sinal
Podem Parar O Mundo E Apagar A Luz
Abrir A Caixa Dos Pregos E Me Pregar Na Cruz

Diálogo Entre Macunaíma e seu Criador Mário de Andrade

Macunaima encontra uma escrivaninha e, sobre ela, os manuscritos e anotações de Mário de Andrade para Macunaima. Folheia com atenção, se reconhecendo mno que lê. Pressente uma presença na sala. É o espírito de Mário de Andrade, seu autor, uma figura na penumbra:

MÁRIO - Olá, Macunaima, eu estava lhe esperando. Sabia que um dia você
apareceria por aqui.

MACUNAÍMA - Ôxente, aparição, vem me dar susto não. Tu parece um
lobisôme. Como é que tu sabe o meu nome?

MÁRIO - Sei tudo sobre você, meu neto. Nada teu me é secreto. Eu sou o

Madonna

Prezados leitores, o conteúdo desta seção é recomendável para adultos e a responsabilidade é de seus autores.
Toda manifestação artístico-cultural terá seu espaço aqui. Sem censura, sem cortes e livre... Como deve ser.

Assista o vídeo aqui.
Quem transou com a Madonna
Quando esteve no Brasil?

Não deu no New York Times
Nem no Jornal Nacional
Nem na Revista Gazeta
Nem no Jornal do Brasil

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O Amor

O amor que eu nunca fiz tinha cheiro de pecado
Tinha um monte de carinhos guardados
Tinha início num simples beijo
Que terminava envolto em milhões de desejos...

O amor que eu nunca fiz tinha cheiro de pecado
Tinha um monte de carinhos guardados
Tinha início num simples beijo
Que terminava envolto em milhões de desejos.

O amor que eu nunca fiz era criança
Era alucinado e acalorado
Depois virou adolescente e carente
Mais tarde, um senhor
Triste e empalhado
Escondido dentro do passado.

O amor que eu nunca fiz
Tinha cheiro de jasmim
Perfume de alecrim
A cor da aurora