O Pier de Ipanema - Parte V.2: Revolução Silenciosa
“O doce som da liberdade” (Triunvirat)
O som da revolução silenciosa em mil novecentos e setenta e dois
Anunciar-se-á depois que o dezembro vier.
Todos haverão de contar, haverão de cantar,
Há um diferente verão que sopra dos bons ventos do Pier
Cheio dos doces sons da liberdade.
“Viajandão” no tempo, Blitz era documento.
Mutantes por instantes com Tom Zé

Todos gente boa de som: costura e futura música caipira.
Já cantando o século vinte e um em “Dois Mil e Um”
Esperando o “Expresso 2222” do Gil.
Gal abreviava geral, foi a todo vapor, foi total, foi fa-tal,
Nas dunas e nas espumas dum objeto não identificado.
Ecos da Roda Viva em que o mestre Chico Buarque perguntava:
“... O que será que (ainda) me dá...? coisa de quem não tem juízo...”.
A Roda da Fortuna, o Circo do Fortuna,
Que também era daquela coisa toda
Junto com o Evandro, e o pessoal do Asdrúbal
Botando a boca no trombone.
Ecos de Woodstock: Hendrix, Janis, The Who, Joe Cocker,
A banda Santana que veio ao Rio de Janeiro
E se apresentou no Teatro Municipal
Tantos outros também vieram de fora.
Na onda do psicodelismo sinfônico
Rick Wakeman, Pink Floyd, Yes, Genesis, Emerson, Lake ‘nd Palmer.
Por aqui O Egberto com Giz Monta também suas sinfonias.
Hair, Jesus Christo Superstar, Tommy e The Wall,
Óperas de fora, e cá a Ópera do Malandro.
Tirando um pouco daqui e dali, as artes surrealizavam
Tropicalizavam.
Domingo no Parque iniciou a construção com o João do Gil,
Depois cantada e contada em detalhismo poético
Pelo mestre Tom Brasileiro,
Até as Águas de Março fecharem o verão.
Por Oswaldo Alano Scipião Moreira (olascimo)
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