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Pier de Ipanema
50 anos de um Menino do Rio.
"... Hoje dia 20 de dezembro de 2007 o Peti estaria fazendo 50 anos.
Eu tenho aqui um escrito dele.
Depois que Peti morreu eu andei procurando entre os livros, nas coisas da casa pra ver se achava uma explicação pro que aconteceu... Sabendo que não encontraria. "
Monica Boran
Doces Tardes
Tempo faz que, deitada de bruços, sob um escaldante sol, nas areias finas de uma antiga Ipanema, Lidia sentiu-se verdadeiramente dona do mundo. Havia plena consciência de que não era pequeno o desafio que tinha pela frente, início de uma adolescência cheia de encantamento, paixões e revoluções de costumes. Mas uma força interior, uma curiosidade latente _ tão própria da juventude _ não cedeu espaço para o medo de ousar. Seguiu trilhando os muitos caminhos, sempre incertos, ditados por um coração constantemente apaixonado.
Christine Niemeyer, a bela mascotinha do Pier de Ipanema
Chris Niemeyer fez um tremendo sucesso no Pier de Ipanema por sua beleza, ousadia e simpatia. Foi matéria de capa da Revista Pop, naquela época adolescente, onde chamava atenção a dieta natural criada por seu pai.
Dois Malucos por Surf e um Doido
E senta que lá vem mais uma história de surf das antigas contada por esse narrador, surfista das antigas, músico e compositor: Zeca Proença.
Nos tempos do Pier estava morando na Barão da Torre em frente ao Restaurante Natural. Era só subir a Farme de Amoedo e ver o Pier de Ipanema, mesmo assim às vezes dormia na casa do Lipe (Felipe Dylon) que era em frente a Praça General Osório e mais perto das Ondas, para chegar mais cedo ainda no Pico.
A gata mascotinha do Pier de Ipanema
Depois de se falar em Leila Diniz, dá a impressão de que o assunto gatas e felinas se esgotou, diante da beleza memorável da pantera Leila.
Se existiram dois lugares em que o número de felinas por metro quadrado tinha concentração demográfica parecida com um Maracanã da década de 70, em dia de decisão de um Fla X Flu, fazendo-se aí um desconto dos acotovelamentos e do odor advindos de uma região acima dos cotovelos, as axilas, podemos dizer que eram Píer e Janga. Não necessariamente nesta ordem.
O Pier de Ipanema e o bar Jangadeiro
Quando recebi o convite do Marco Coyote para falar a respeito do Jangadeiro no Site do Píer de Ipanema, achei que a tarefa seria simples. Ledo engano!
Tanto o Píer, quanto o Janga não eram apenas instituições com endereço e topografia característicos de um bairro em que quase todos, pelo menos de vista, se conheciam.
O Píer e o Jangadeiro iam e foram muito além da mera significação de lugares geográficos,
eram um estado de espírito,
uma filosofia de vida que, pela proximidade, proporcionaram várias interseções de fatos e acontecimentos.


