Crônica

Pier de Ipanema - sumário de um site

Continuando com o passo a passo do Projeto Pier de Ipanema.Com, saiba um pouco mais sobre nosso site.

Nesses 5 anos passamos por várias empresas de hosting no Brasil e como um dos pontos que pesava em nossa decisão era o preço, acabamos pagando caro quando perdemos todos os dados do site. Apesar de ter um backup do conteúdo, muita informação foi perdida.

Que em 2012 você possa apenas ser. E que seja muito feliz!

Não queiras ter pátria.
Não dividas a Terra.
Não dividas o Céu.
Não arranques pedaços ao mar.
Não queiras ter.
Nasce bem alto,
Que as coisas todas serão tuas.
Que alcançarás todos os horizontes.
Que o teu olhar, estando em toda parte
Te ponha em tudo,
Como Deus.

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens ...
Não queiras ser o de amanhã.

O Pier de Ipanema - Parte V.2: Revolução Silenciosa

“O doce som da liberdade” (Triunvirat)
O som da revolução silenciosa em mil novecentos e setenta e dois
Anunciar-se-á depois que o dezembro vier.
Todos haverão de contar, haverão de cantar,
Há um diferente verão que sopra dos bons ventos do Pier
Cheio dos doces sons da liberdade.
“Viajandão” no tempo, Blitz era documento.
Mutantes por instantes com Tom Zé

O Pier de Ipanema - Parte V.1: Revolução Silenciosa

Quando aconteceu no Pier, já se sabia, em Ipanema, que seria “near”.
Novas ondas, quer sejam do Atlântico, ou de idéias, já eram esperadas.
Ondas que vinham, como uma série, espaçadas.
Ondas de uma revolução silenciosa e Tupiniquim,
Ondas de um humorismo canibal,
Como a antropofagia sarcástica do Pasquim.

O Pier de Ipanema - Parte IV: Apelidos - não são codinomes!

Dedicado ao tatu do mundo louco, escrito no muro do não sei,
Pelos Usprayboy e Metralhinhas.
Todos somos crianças, somos quase velhos, porém...
Para sempre jovens, se soubermos ter humildade.
Quem não teve apelidos na infância, na juventude,
Ou no Aqui e agora!
Quem não conhece o Pauletti, o Maraca, o Kaneca

O Pier de Ipanema - Parte III: As Meninas

A Rosa dos Ventos sempre foi conhecida pelos navegantes
De Primo, de primeira e de primavera
Surfar ou apenas ir ao mar é preciso e precioso.
Serenas as sereias vão “no seu doce balanço a caminho do mar”.
Gatas sem medo da água, gatas escaldadas.
O Pier ficou cheio delas, a lei lá era a lei da beleza, além da beleza:

O Pier de Ipanema - Parte II: O Arpoador

Partindo do princípio, no começo era a alma,
Alma que veio do Arpoador veio silente e calma.
Nada é efêmero, o tempo passa inexoravelmente
O tempo para quando a gente quer.
Quaisquer que sejam os motivos, motores, locomotivas,
Lendas, almas vivas
Quer tenham vindo do Leblon, de Copa, de Ipanema

O Pier de Ipanema - Parte I: Gênesis

Alguma coisa tinha que acontecer depois de 1968
Se em 69, o homem foi à Lua,
Na verdade da rua
Uma geração ainda crua
Lia no Pasquim seus sonhos, idades entre o dezoito.
Então não dava para jogar tanta excrescência, direto na beira da praia
Ecologia, pouco conhecida, o mar, privada mais longe.
Tratava-se o esgoto, por certo,
Entretanto o que deu certo ninguém podia supor de tão perto

Praia de Ipanema ganha mirante no local que existiu o Pier de Ipanema na década de 70

A praia de Ipanema vai chegar ao próximo verão com uma novidade. É o que promete e prefeitura, que pretende inaugurar até o final de dezembro um mirante. Feito com madeira plástica, material ecologicamente correto e reciclável, será um ponto de observação para as ilhas Cagarras. O espaço vai ter 72 metros quadrados e será construído no Posto 9, em frente à Rua Vinícius de Moraes, com um custo de R$ 60 000.  O dinheiro faz parte de uma parceria da prefeitura com a iniciativa privada, que terá entre outras marcas, a participação da Grendene.

Localismo do bem

A decadência do Arpoador é a decadência do Rio. É a decadência do Brasil. É o nosso país indo pro ralo e levando tudo junto. As cidades ficando cada vez mais perigosas, as praias mais poluídas, as pessoas mais desesperadas. Me lembro quando eu tinha uns 10 anos, de brincar a noite de polícia e ladrão no Arpoador, valendo a pedra toda. Eu e mais uns 20 moleques. A gente surfava de dia e brincava de noite. Não tinha perigo, não tinha violência. Trinta anos se passaram. Sentado nessas mesmas pedras com meu filho, contei isso a ele, que me olhou atônito. "Mas não tinha violência? Papa, você teve muita sorte", exclamou. Ele tem razão. Tive mesmo. O Arpex daqueles tempos era uma maravilha. E o Rio, e o Brasil, ainda não tinham virado a porcaria que virou. Mas não precisa ser nenhum gênio pra entender que já desde os tempos da carochinha estamos todos sentados bem em cima de uma bomba relógio.

Syndicate content